No jardim, a precariedade faz de tudo um jogo de raridades. Tudo é especial e pleno porque a qualquer momento pode dizer adeus. É como um cometa: frágil, enigmático, belo e raro. Ao dizer adeus, o cometa torna mais especial a raridade de sua presença. Em meio ao jardim, a lógica é a mesma. Qualquer toque desmorona esse "castelo de areia". Ele está suscetível ao influxo de diversas forças de destruição. Porém, por ser totalmente frágil, ele é totalmente belo. Talvez, o único termo que dê conta deste mistério é detalhe. Detalhes são sempre personagens descartáveis que poderiam não estar ali e tudo continuaria a ser como é. No caso do jardim, tudo é detalhe, mas não obsoleto. O que aparentemente é molecular e descartável, torna-se necessário e essencial. Todos são importantes para a configuração do todo. Tudo é necessário; mas tudo é efêmero e fugaz. É a necessidade do contingente que faz do jardim uma obra de arte composta de uma miríade de detalhes que se tornaram essenciais. Sobre os autores: Alexandre Marques Cabral é licenciado em Filosofia e Teologia, mestre em Filosofia pela UFRJ e doutor em Filosofia pela UERJ, tendo sido orientando pelo Dr. Marco Antonio Casanova. É professor de Filosofia do Colégio Federal Pedro II e recentemente foi aprovado em concurso público para professor efetivo de Filosofia da UERJ. Possui diversos livros publicados, além de artigos em revistas especializada. Jonas Rezende é formado em Teologia, Filosofia e Direito. Foi professor de Sociologia na Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, tendo também lecionado na Universidade Veiga de Almeida. Por muitos anos, foi comunicador na TVE, Rede Manchete e Rádio MEC. É pastor de tradição presbiteriana e autor de mais de 20 livros.
Fundada em 2008 com o objetivo de distribuir os lançamentos da DWWeditorial, assim como livros de Winnicott e livros que tratem de assuntos relacionados ao seu pensamento, lançados por outras editoras.